Não quero idealizar o ano que chega.
Não quero fazer votos.
Não quero me escravizar a compromissos.
Não quero circular dias na agenda.
Não quero entrar na roda-viva de um mundo que não me conhece mas que busca roubar minha alma.
Quero saber de onde venho.
Quero nutrir minhas raízes.
Quero reafirmar minha identidade.
Quero me alimentar de minhas antigas histórias.
Quero ter consciência de que é preciso dizer não.
Quero seguir em frente, mesmo vendo a morte.
Somente assim terei o que contar.
Somente assim reconhecerei que há coisas fora do lugar.
Somente assim poderei, mesmo que ingenuamente, pensar que há coisas a serem consertadas.
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo prá consertar
Disparada, de Geraldo Vandré, me chama, me prepara, me alimenta para mais um ano.
Ouça Disparada na versão original do Festival de Música de 1966 e em nova interpretação. Ambas por Jair Rodrigues.
http://www.youtube.com/watch?v=82dRs2z6iQs
http://globotv.globo.com/rede-globo/altas-horas/v/jair-rodrigues-se-apresenta-com-o-disparada/2555864/
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