É o refrigerante de todos nós. Ou de quase todos.
Turbaína (que teria sido o primeiro nome a ser registrado, em Jundiaí, SP, nos anos 1930), Etubaína (ou seria ela, segundo alguns, a primeira de fato, fabricada em Piracicaba a partir de 1913?) Tubaína, Taubaína, Itubaína, Tuiubaína, Tatuína, TubaGut... são muitos os nomes. Tem até Timãobaína!
Como tubaína define o gênero da bebida, há outras que são tubaínas, mas que recebem títulos como Simba, Cotuba, Gengi-birra, Cajaína, Tupinambá etc.
Atribui-se a italianos radicados no interior de São Paulo a sua criação. E elas reinaram (ainda reinam?) não apenas no interior de São Paulo, mas em todo o Brasil. O mais importante, entretanto, não é a origem, o sabor – tutti-frutti – muito doce para alguns, nem o preço, em geral vinte por cento mais barato do que os refrigerantes mais famosos, mas as lembranças que ela traz.
A tubaína vinha em garrafas de vidro como as de cerveja. Em geral os refrigerantes mais famosos ficavam fora de nossas mesas no interior. Talvez por ainda não serem distribuídos nesses rincões, talvez por terem um sabor ainda estranho ao nosso paladar. Mas, certamente, por não terem condições de rivalizar com nossa querida e onipresente tubaína. Afinal, a tubaína tinha a nossa cara! Era uma questão cultural!
Assisti a uma reportagem na qual a proprietária de um bar, cujo nome é “Tubaína”, relatava que um cliente, ao tomar a tubaína, não aguentou, desfez-se em lágrimas. Certamente tomado por recordações de um passado feliz.
Essa é a mágica da tubaína. Ah, as lembranças!
Quem não participou de um almoço de domingo, com macarronada e frango, acompanhado por quem? Ela, a tubaína! Quem não participou de um aniversário com a dupla: bolo e... tubaína! O que a garotada, depois de uma partida de futebol no campinho do bairro, pedia no balcão do armazém da esquina? Tubaína! Quem não comeu aquele sanduba de mortadela, regado a quê? Ela! A tubaína!
Além do mais, a tubaína não se fez presente apenas nos momentos informais de nossas vidas. Não senhor! Até em cerimônias com a presença de autoridades, fossem nos clubes, nas escolas, na câmara dos vereadores, na prefeitura – lá estava ela! A tubaína!
É... o que um copo (e sempre aquele copinho americano!) de tubaína faz por alguém. Fez nossa alegria na infância e adolescência. Faz, agora, agindo magicamente em nossa memória, trazendo lembranças guardadas em cantos da mente raramente visitados.
Por isso tudo, decidi colecionar tubaínas!
Por favor, me ajudem a resgatar meu passado!
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