segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O dia em que mudei de nome

Os nomes nos dão identidade. Ou melhor, dão a identidade que outros julgam que temos. Afinal, são nossos pais que nos nomeiam, a maior parte das vezes por nos acharem parecidos com um parente, por desejarem homenagear um amigo ou, o que é pior, por idolatrarem um jogador de futebol ou uma atriz de novela.

Nomes definem seres e mesmo objetos. Não é raro prédios, lojas, carros, etc. receberem nomes. É a maneira de seus criadores definirem suas criações. Com isso, os nomes dão personalidade a objetos destituídos dela.

Já perceberam como é irritante, e às vezes humilhante, quando pessoas esquecem nosso nome e, na tentativa de identificar-nos, dizem: - Ei, “coisa”! Como assim, “coisa”?

Neste final de ano recebi a honra de ser patrono dos formandos de teologia do Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas. Turma João Cesário Leonel Ferreira.

Fiquei pensativo, achei estranho. Primeiro, ver meu nome coletivizado. Depois, os motivos que levaram um grupo de alunos a escolher uma pessoa, um nome para representá-los daqui para a frente. Ao final, fiquei muito feliz e lisonjeado por me escolherem. Embora, talvez maior motivo de meu embaraço, não veja razões suficientes para tal homenagem, além da amizade que nutri por esses estudantes, e eles por mim, que, acho, os impediu de pensar mais claramente na escolha do nome.

Turma João Cesário Leonel Ferreira. Eles escolheram meu nome para batizar a turma. Eles levarão meu nome. Sim, é verdade. Mas maior verdade é o fato de que, além disso, eles participaram da mudança de meu nome. Daqui para a frente serei chamado de Turma 2011-2014 do Seminário Presbiteriano do Sul.

Eu não os escolhi, como não escolhi meu nome, mas eles me escolheram, e com isso mudaram meu nome e minha vida. Daqui para a frente, trarei esses alunos e queridos amigos junto de mim. Eles têm meu nome. Eu tenho a amizade deles.
Espero vê-los se desenvolverem, crescerem em seus ministérios, terem bonitas experiências com Deus, passarem por profundas experiências com suas ovelhas. Crescerem como gente e como pastores. Com isso, cresço com eles. O nome deles em mim se agiganta, me envolve, me enobrece.

Meu nome? Turma 2011-2014.

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